sexta-feira, 25 de novembro de 2016

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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Plataforma para professores

O homeschooling e o Escola sem Partido, além de uma porção de outras pequenas iniciativas, têm crescido em todos os cantos do país e renovado as esperanças de muitos.
Pensando em contribuir um pouco mais, eu e Gustavo estamos criando uma plataforma para divulgação de professores, uma espécie de anúncios classificados. Queremos reunir o maior número possível de contatos de professores (tanto nas modalidades presencial quanto à distância) para facilitar a vida não só das famílias homeschoolers que necessitam de suporte, mas também de todos aqueles que precisam de professores particulares, seja na matéria ou assunto que for.

Assim, se você é professor ou conhece algum professor que gostaria de divulgar o seu trabalho e conseguir novos alunos, envie a ele o link deste post ou compartilhe-o.


Para fazer parte da plataforma basta enviar um email para encontreseuprofessor@gmail.com nos seguintes moldes:


Assunto: Inclusão na plataforma
Conteúdo do email
Nome:
Área/assunto:
Modalidade: Aulas presenciais (ou à distância, via skype ou hangout, por exemplo)
Site:
Telefone ou whatsapp:
Email para contato:


Bora ajudar? ;)
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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O bolo de aniversário e a insegurança

Ter introduzido aulas de arte (tanto de história quanto de observação de quadros e mesmo a prática do desenho) foi uma das melhores coisas que fiz, em termos educacionais, por mim e pelas crianças, nos últimos tempos.
 
Cada uma das modalidades utilizadas traz à tona coisas interessantes sobre as obras, mas também e curiosamente sobre nós mesmos.
 
Hoje, enquanto observávamos "Le gâteau d'anniversaire", de Victor Gabriel Gilbert, Chloe confessou seus sentimentos de desconforto e de insegurança diante da pintura. Para ela, o fato de o menino estar segurando o bolo é um risco iminente; o correto seria que ele estivesse de mãos dadas com a irmã enquanto a mãe, que é adulta, levasse o bolo. Quando eu teria pensado nesse tipo de crítica? Quando eu suspeitaria desses sentimentos todos diante da simples visão do quadro? Para o Bibi, por outro lado, tudo ali está certo.


Os outros quadros que vimos nas aulas anteriores, seguindo o livro "What do you see", de Laurie Bluedorn, foram Little Red Riding Hood and Grandmother, de Harriet Backer, e The Dog Cart, de Henriëtte Ronner-Knip. Até o momento, a chapéuzinho é a favorita por unanimidade. :)


O livro mencionado continua gratuito para kindle no site da Amazon.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Aula de desenho e a percepção da realidade

O "Curso de desenho", de Charles Bargue, há tempos acumulava pó na estante. Não por falta de vontade ou interesse, mas pela falta de criatividade em transpôr uma pequena dificuldade inicial. Aliado a isso, por tratar-se de um assunto (ou uma habilidade) que não é (ou não é considerada) essencial, fui deixando o tempo passar. Para quem não conhece, o "Curso de desenho" é um tradicional guia para quem quer aprender desenho clássico, um material muito bem conceituado, que serviu à instrução de pintores como Van Gogh e Picasso.

Logo de saída, Bargue propõe como exercício ao aluno o observar e o desenhar de uma figura em gesso. Pronto. The end. Que figura em gesso um ser humano como eu há de ter em casa?! Mas tanto as crianças pediram e tanto eu mesma queria aprender que resolvi incomodar um amigo arquiteto a respeito da proposta do livro. Explicou-me ele que a figura em gesso poderia ser tranquilamente substituída por um objeto branco qualquer, desde que opaco, pois um dos objetivos desta primeira etapa é treinar o olho para a luz e para a sombra -- obrigada, Pedro! Certo, fim da enrolação. Agora eu só precisava encontrar um objeto branco e opaco. E encontrei... o dove. É, o sabonete dove, mesmo. Não, eu não tenho mais nada branco e fosco em casa.

Aproveitando a cesta do Nathan e a Mena no colo do papai, lá fomos nós, eu, Chloe e Bibi, na maior empolgação do mundo, desenhar um sabonete. Limpei a mesa, arrumei a luz, peguei os materiais. Tudo ok. Mas... que dificuldade! Céus, como é difícil desenhar! Chloe e Bibi se divertiram um monte e nós ríamos a cada vez que o Benjamin espichava o braço para pegar a borracha e a confundia com o sabonete, mas eu fiquei lá, um tempão, tentando colocar no papel aquilo tudo que eu estava vendo como se fosse a primeira vez na vida. Descobri que há diferentes tons de sombra, diferentes intensidades de escuridão, assim como há diferentes intesidades de luz, embora as variações na luz sejam mais facilmente perceptíveis. Enfim, levei o negócio a sério, pois, na verdade, sempre quis aprender a desenhar, desde criança, mas nunca tive a chance e, com o passar do tempo, deixei a idéia de lado.

A dificuldade de "manuseio", de familiaridade com o material não foi o que mais me impressionou no meu desempenho, mas, antes, a dificuldade em conseguir colocar no papel aquilo que eu estava vendo. Melhor dizendo, primeiro percebi a minha dificuldade em perceber, minha completa falta de treino visual, e, depois, a dificuldade em materializar em traços aquilo que via. Foi também inevitável pensar em uma dificuldade semelhante, mas que ocorre em uma outra área, isto é, no quanto nos custa conseguir entender o que acontece ao nosso redor e o ser capaz de expressá-lo verbalmente. Quantas vezes, ao começar escrever um texto, as palavras simplesmente seguem numa direção diferente e conferem uma aparência canhestra àquilo que se viu, pensou e compreendeu? Neste sentido, saber desenhar assemelha-se a saber escrever, pois rabiscar qualquer coisa está ao alcance de qualquer um, mas exprimir com toda a veracidade, riqueza e sutileza as experiências que se vive é algo que só se obtém por meio de um treino incansável, permanente. Um treino que todos nós deveríamos ter.

Deixo aqui os resultados desse nosso primeiro e gratificante esforço.

O modelo.
Concentração.
Muita concentração.
Dove do Bibi.
Dove da Chloe.
Meu dove.
O sapeca acordou antes do fim da aula. :)

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Um novo assunto: História da Arte!

Acho que as duas disciplinas escolares que mais amo são História e Arte. Como esse meu interesse deve ter algum componente genético (ou não :) ), tanto a Chloe quanto o Bibi também nasceram gostando dos dois assuntos. Apesar disso, o que não tinha me ocorrido até o momento era tentar uni-las e trabalhá-las conjuntamente, partindo da perspectiva da arte e expandindo para diferentes aspectos do período histórico abordado.

Assim, há dias vinha pesquisando e reunindo materiais: sites, livros, vídeos... Comecei pelo que já conhecia, o Timetables of history (que já indiquei aqui no blog tempos atrás) e o apaixonante Heilbrunn Timeline of Art History (o site do Metropolitam Museum of Art, de Nova York). Mas a dificuldade sobre como apresentar os conteúdos de uma forma interessante -- e não infantilóide -- continuava. Cheguei, então, graças a um desabafo no facebook, aos excelentes livros History of Art, de Élie Faure, e História da Arte de Ernst Gombrich. Bons para mim, de fato... mas ainda não para eles.

Dias depois, recebi por mensagem o link para boa parte das aulas da cadeira de  História da Arte da UNESP. Um achado, sem dúvida, todavia, como eu não queria simplesmente delegar as aulas a um terceiro mas ministrá-las, deixei as aulas da graduação como um complemento, como uma carta na manga em caso de necessidade. E segui na procura.

Por alguma razão qualquer, mais alguns dias depois, puxei um dos volumes do Tesouro da Juventude da estante. Acho que eu estava lendo a parte sobre poesia quando descuidadamente vi "Livro das Belas Artes" no índice, uma das seções da coleção. Conferi os conteúdos referentes ao assunto e... bati o martelo! Sim, a antiga e manchada coleção de 1955 continua sendo um tesouro, de linguajar e conteúdo acessíveis às crianças, mas sem subestimá-las ou empobrecê-las, de maneira que resolvi adotá-la como base para nossas aulas. Além dela, para fins ilustrativos, usarei a linha do tempo do Heilbrunn, e, para os demais assuntos, o Timetables como ponto de partida.

Hoje tivemos nossa primeira aula e como assunto as inscrições deixadas nas cavernas pelos trogloditas da Idade da Pedra. Para melhor ilustrá-la, usei o site Lascaux, que permite um passeio virtual pelo local. As crianças se esbaldaram vendo os cavalos, bisões e veados espalhados pelas paredes.

Por fim, disse à Chloe que separasse uns pedaços de carvão do fogão à lenha para que os usassem para desenhar o muro, criando sua própria Lascaux. O resultado foi modesto, mas divertido.




Espero que os links e referências sirvam de incentivo aos pais que quiserem incrementar suas aulas. ;)