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Mostrando postagens de Março, 2014

Um dia de cada vez

Essa semana, minha amiga Helena Yoshima fez um desabafo em um dos grupos dos quais participamos perguntando se outras mamães homeschoolers também têm dias em que nada parece dar certo. Fiquei sensibilizada com a franqueza dela, bem como com as respostas que outras mães deram, na tentativa de consolá-la e animá-la. Eu própria ofereci algumas palavras. Vendo e sabendo da dificuldade que é suportar tais dias, resolvi escrever um pouquinho a respeito.

Na verdade, muito já li, em blogs norte-americanos, sobre desabafos e palavras de encorajamento de mães homeschoolers. E embora em nossos dias pareça muito feio ou muito fraco admitir que as coisas nem sempre vão bem, isso é mais comum do que possa parecer.

Dias atrás lancei a pergunta lá na Rádio Vox: quem de nós, mulher, consegue permanecer perfeitamente estável por 30 dias sequer? Não estou falando de bipolaridade, mas das oscilações de humor comuns que sofremos como pura decorrência do ciclo hormonal em nosso organismo, por exemplo. Nenhum…

Gastando o meu latim

Recebi três comentários no blog, de ontem para hoje, que me fizeram ver, mais uma vez, que quando a pessoa não quer entender alguma coisa, pouco importa o que você diga. E por isso mesmo nem os publiquei, pois minhas respostas não fariam a menor diferença.

A moça começa falando sobre a importância da socialização, obviamente como se eu tivesse negado tal coisa. Ou seja, já começa tomando como pressuposto algo que eu NÃO disse. Em outras palavras: conversa de louco. Mas vamos adiante...

No comentário seguinte, a moça afirma a importância da presença da criança na escola para o apostolado da criança. Ou seja, o seu filho nem ao menos conhece de verdade a própria fé dos pais, mas já deve sair "fazendo apostolado". Tá "serto"!

Por último, ela fala que deixar de trabalhar é para "quem pode", não para quem quer. Disse-me que se deixasse de trabalhar estaria cometendo um crime contra as crianças. Só faltou me chamar de "burguesa".

Algumas…

Onde estão os pais?

Nathaniel descobriu que tem voz e há três dias grita feito uma baleia. Obviamente, durante a missa ele começou o seu show de agudos. Prontamente fui para o fundo da nave, onde poderia ficar em pé embalando o menino sem tirar a atenção de ninguém. Fiz isso porque o Gustavo, que é quem normalmente acalma os guris, estava com o Benjamin adormecido em seu colo. Chegando lá, no fundo da igreja, eis que vejo, no banco em frente, uma mãe com um filho dos seus 5, 6 anos de idade. O menino, tablet em punho, estava furioso por não conseguir fazer alguma jogada. Começou então a sacudir o tablet e soltou o braço no banco da igreja, expressando livremente sua frustração. A mãe, que até então tentava prestar atenção ao que dizia o padre, tirou o tablet das mãos do menino e guardou-o do seu lado, fora do alcance da criança. Mas bastou que chegássemos a um dos momentos em que ficamos em pé durante a missa para que o garoto desse o seu jeito na situação: sentou-se no lugar da mãe, espichou-se, pegou …